De janeiro a março deste ano, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi responsável por 49% das vendas de imóveis no país. Ao todo, 54.510 unidades foram comercializadas no trimestre. O dado consta de levantamento realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em 221 cidades, entre as quais as 27 capitais e respectivas regiões metropolitanas.
A região Norte liderou a oferta de imóveis, com 52% das vendas, enquanto a menor participação (17%) foi registrada nos estados do Sul do país.
O levantamento também indicou que a quantidade de unidades comercializadas cresceu na maior parte do Brasil - apenas a região Sul apresentou recuo, de 0,05%. Em 12 meses, foram vendidas 438.012 unidades e o Sudeste respondeu por mais da metade do volume (223.670).
Já o comparativo entre unidades comercializadas e Valor Geral de Vendas (VGV) mostrou um aumento de 0,5% em relação a 2025 e alcançou R$ 65,9 bilhões.
Por fim, ao investigar a intenção de compra nos próximos dois anos, o levantamento revelou que 49% dos entrevistados têm interesse em adquirir um imóvel, principalmente casas situadas em rua (47%) ? apartamentos, por sua vez, obtiveram a preferência de 35% dos entrevistados. Em sua maioria (38%), eles querem comprar um imóvel para não mais pagar aluguel.
Lançamentos caem
Quando comparado aos três primeiros meses do ano passado, o número de lançamentos caiu no primeiro trimestre de 2026. Foram lançadas 97.802 unidades residenciais e a queda foi de 4,9%. Já na comparação com os três últimos meses de 2025, a redução chega a 32,1%. Porém, é necessário levar em conta que, historicamente, o último trimestre do ano concentra maior número de lançamentos.
A região Centro-Oeste contrariou os dados apurados no Brasil, ao registrar expansão de 38,3% no número de lançamentos, melhor desempenho do país.
Conflito preocupa
Os efeitos inflacionários do conflito no Oriente Médio, que têm se refletido em reajustes de materiais consumidos pela construção civil, influenciam atualmente o grau de confiança de construtores e incorporadores. Outros motivos de preocupação são a possibilidade de alteração da jornada de trabalho e as incertezas relacionadas à regulamentação da reforma tributária.