Possível queda de juros pode destravar demanda por casa própria
06/02/2026 - Mercado Imobiliário
Classe média passa a ser vista como público oportuno por incorporadoras imobiliárias
A manutenção da taxa básica de juros em patamares elevados nos últimos anos adiou o sonho da classe média brasileira de adquirir a casa própria. Foi o que fez com que as incorporadoras se concentrassem em atender aos dois extremos da demanda: famílias de baixa renda, beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida e compradores de imóveis de alto padrão - alternativas consideradas mais seguras.
A partir deste ano, entretanto, diante da perspectiva de queda da Selic, que pode facilitar o acesso a financiamento imobiliário, as construtoras já enxergam perspectivas de voltar a atender compradores de médio padrão, segmento que historicamente desempenhou papel central na expansão do mercado, cuja demanda reprimida é atualmente elevada.
Apesar da sinalização positiva dada pela esperada queda da taxa de juros, no estado mais rico do país, o mercado imobiliário tem reagido de forma cautelosa. O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) projeta um crescimento moderado em 2026: lançamentos do MCMV devem subir 5%, enquanto projetos voltados para a classe média e outros nichos devem variar apenas 2%.