Em 2025, o Minha Casa Minha Vida respondeu por cerca de 60% dos lançamentos e vendas de imóveis na capital paulista, segundo o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP). E, ao que tudo indica, em 2026, o programa continuará a ser o principal responsável pela expansão do mercado imobiliário no país.
Tal expectativa se deve a dois fatores principais. O primeiro deles é que o orçamento destinado às quatro faixas do programa crescerá 18%, de R$ 129,5 bilhões para R$ 153 bilhões. O segundo é a isenção de Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil, que deverá beneficiar, sobretudo, os brasileiros que se encaixam na faixa 2 do MCMV (renda mensal de até R$ 4,7 mil).
Isso sem levar em conta a já prevista elevação dos tetos das faixas 1 e 2, conforme foi sinalizado há poucos dias pelo ministro da Cidades, Jader Barbalho Filho. Segundo ele, o objetivo do governo é reajustar o texto da faixa 1 para R$ 3.200 e o da faixa 2 para R$ 5 mil.
Criada em 2025 para atender famílias com renda mensal acima de R$ 8,6 mil e até R$ 12 mil, que podem financiar imóveis de até R$ 500 mil, a faixa 4 também deverá contribuir com o desempenho projetado. Até o começo de dezembro, mais de 32 mil famílias situadas nessa faixa adquiriram a casa própria por meio do programa e, em 2026, com as empresas mais estruturadas para atendê-la, o número de unidades contratadas deverá aumentar.
Foto: Ricardo Stuckert / Agência Brasil