O volume de crédito imobiliário concedido no Brasil aumentou 23% no primeiro semestre deste ano quando comparado ao mesmo intervalo de 2025. Em números, saiu de R$ 147,1 bilhões, de janeiro a junho do ano passado, para R$ 180,9 bilhões, em igual período de 2026. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
A expansão se deu a partir de três pilares principais, segundo a entidade: a recuperação do crédito para construção com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o maior número de operações custeadas pelo FGTS e a manutenção da procura por financiamento para a compra de imóveis.
No caso do SBPE, os financiamentos para aquisição e construção totalizaram R$ 93,7 bilhões de janeiro a junho, montante 29% maior na mesma base de comparação. O crédito para construção liderou o avanço, ao saltar de R$ 12,8 bilhões para R$ 26,5 bilhões - 107% a mais.
Já o crédito para compra de imóveis cresceu 12% e alcançou R$ 67,2 bilhões no semestre. Mais de 160 mil imóveis foram financiados por meio da modalidade - 70% deles, usados.
As operações financiadas pelo FGTS, por sua vez, registraram crescimento de 22% e alcançaram R$ 77,6 bilhões. Ao todo, mais de 350 mil imóveis foram contratados, sobretudo, através do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), especialmente após a ampliação do orçamento do FGTS para a habitação e a entrada de novos recursos do Fundo Social do Pré-Sal.
Lançamentos crescem 34%
O maior volume de crédito acompanha o bom momento vivido pelo setor. Comparação entre o primeiro trimestre deste ano e os três primeiros meses de 2025 indica que os lançamentos cresceram 34%, enquanto as vendas avançaram 4%, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
A Abecip observa, no entanto, que, como o avanço registrado este ano se deu a partir de uma base de comparação debilitada, é preciso aguardar o segundo semestre para saber se o bom desempenho se manterá. Até o momento, a entidade crê que a probabilidade de que o segundo semestre repita o primeiro é pequena exatamente por esse motivo. A cautela também se deve à ainda elevada taxa de juros utilizada como referência para captação de recursos de longo prazo.
Registro de Imóveis do Brasil (com informações do
Info Money)