O mercado de leilões imobiliários cresce cada vez mais no Brasil. Segundo a revista Forbes, que utilizou dados divulgados pela SPY Leilões, o setor movimentou R$ 420 bilhões no país em 2025. No primeiro semestre, foram 116,6 mil remates, número 25,1% superior ao registrado um ano antes. No ano inteiro, 299,7 mil leilões foram realizados.
Ao que tudo indica, os leilões deixaram de atrair somente especialistas para se somar a outras possibilidades de investimento, o que tem levado à expansão do mercado. A oferta de imóveis, por sua vez, tem sido alimentada pela ainda elevada taxa Selic, que deve fechar o ano entre 13,5% e 14%, segundo projeções. Embora em trajetória de queda, o índice tem pressionado famílias endividadas.
Atualmente, são 81,7 milhões de inadimplentes no Brasil. E, entre os que já se encontravam nessa condição há uma década, a taxa de reincidência chega a 42%. A partir do momento em que uma dívida não cabe mais no orçamento familiar, a retomada de imóveis por credores passa a alimentar os leilões.
Descontos atraem investidores
Segundo a Associação de Arrematantes (Abraim), o desconto médio de arrematação é de 37,3% sobre o valor de avaliação oficial, percentual que contrasta com a alta de 2,24% dos preços residenciais no primeiro semestre deste ano, segundo o índice FipeZap - em 12 meses, a valorização foi de 5,59%. Nesse ambiente, é mais vantajoso para o investidor comprar um imóvel em leilão do que ficar à mercê da valorização do bem.
Por outro lado, descontos expressivos podem embutir riscos jurídicos, ocupação, custos de regularização, baixa liquidez local, impostos e taxas, o que faz com que os remates exijam análise cuidadosa do edital, do imóvel, da região e da estratégia de saída.
Registro de Imóveis do Brasil (com informações do
Portas)