Entre os brasileiros que afirmam pretender adquirir um imóvel, a compra como forma de investimento vem perdendo espaço. Somente 22% dos que manifestam o desejo dizem que a intenção é investir, percentual oito pontos inferior ao apurado em consulta anterior feita pela Loft.
Os números apurados mostram, por outro lado, que aumentou de 70% para 78% a parcela dos que desejam comprar para morar. É o que está indicado na sétima edição do Índice de Confiança do Mercado Imobiliário, levantamento realizado pela incorporadora e construtora em conjunto com a Offerwise, painel de pesquisa de mercado com atuação na América Latina e Europa.
A consulta foi realizada em seis capitais brasileiras e, dentre os entrevistados, 15% disseram querer comprar um imóvel nos próximos seis meses. Entre os que ainda consideram a aquisição um bom investimento, a percepção de segurança é o que mais aparece nas respostas. Outros alegam querer evitar que o dinheiro fique parado em uma conta bancária ou diversificar a própria carteira de ativos.
São Paulo e Goiânia (29% cada) são as duas capitais em que mais pessoas planejam comprar um imóvel para investir. Em seguida, vêm Belo Horizonte (28%), Brasília (27%), Rio de Janeiro (24%) e Porto Alegre (20%).
Dentre os 1.400 entrevistados ouvidos entre os dias 21 e 30 de julho, 16% afirmaram já possuir uma propriedade disponível para aluguel. O percentual aumenta conforme a renda - entre aqueles situados em faixa mais elevada, 44% dispõe de um imóvel para locação; já na faixa seguinte, a proporção é de 22%.
O maior percentual dos que têm propriedades disponíveis está concentrado em Brasília (19%), seguida por Belo Horizonte e Rio de Janeiro (18%) e São Paulo (17%).
Registro de Imóveis do Brasil (com informações do portal
Exame)