O volume de lotes lançados no Brasil no primeiro semestre desse ano foi 14% menor do que o registrado no mesmo intervalo do ano passado - no período, foram lançadas 48,7 mil unidades. As vendas, por sua vez, caíram 11%, para 64,7 mil lotes, e, em valor, os lançamentos recuaram 20%, para R$ 12,74 bilhões. Os números são da Brain Inteligência Estratégica - empresa de pesquisa e consultoria em negócios, com atuação destacada no mercado imobiliário - e foram levantados a pedido da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo).
A queda é atribuída à falta de mão de obra, aos juros elevados e às incertezas que cercam o período eleitoral brasileiro. Após financiarem a compra, as loteadoras se responsabilizam pela urbanização, mas têm vedado o acesso a recursos mais em conta, via FGTS, que estão disponíveis para o Minha Casa, Minha Vida. Já a junção entre o terreno e a construção possibilita utilizar o financiamento facultado ao programa, porém, de forma ainda incipiente.
Distratos aumentam
Já a taxa média de distratos, que, em geral, se situa em torno de 10% dos negócios concretizados, alcançou algo entre 12% e 15%, segundo a Aelo. Para a entidade, o crescimento se deve ao endividamento das famílias e à insegurança na aplicação da Lei 13.786/2018, conhecida como Lei do Distrato.
Ainda de acordo com a Aelo, nos 12 meses completados em junho, o volume de lançamentos foi o menor desde 2023 e, na comparação anual, foi contabilizada queda de 11%. As vendas recuaram 8% e o estoque caiu 12%, enquanto o prazo estimado de escoamento, de 14,6 meses, permaneceu estável.
Registro de Imóveis do Brasil (com informações do
Portas)