O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinará R$ 144,5 bilhões a investimentos em habitação no próximo ano. O montante atenderá ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), subsídios habitacionais e financiamentos em condições especiais. O orçamento foi aprovado pelo Conselho Curador do FGTS na última quinta-feira (29).
Em comparação com o que foi disponibilizado para a mesma rubrica em 2026, o volume de recursos permanecerá inalterado. Do total previsto para o MCMV, R$ 125,5 bilhões terão como alvo famílias de baixa renda e, R$ 15 bilhões, a classe média.
Outros R$ 13 bilhões contemplarão subsídios dirigidos a famílias de baixa renda, enquanto a linha pró-cotista, que prevê juros reduzidos no financiamento imobiliário para trabalhadores com conta vinculada ao FGTS, terá R$ 4 bilhões.
Importante: os valores destinados aos subsídios e à linha pró-cotista não se somam de forma automática às outras duas categorias, pois a composição dos recursos admite sobreposições.
Plurianuais
Na mesma reunião, o Conselho Curador do FGTS aprovou os orçamentos plurianuais para habitação entre os anos de 2028 e 2030. Para o período, a previsão é de que os atuais R$ 125,5 destinados a famílias de baixa renda serão preservados. Já os recursos para a classe média no MCMV cairão para R$ 10 bilhões a partir de 2028.
Gasto total
Vale observar que o orçamento do FGTS não se direciona apenas à habitação. Além dessa rubrica, mais R$ 24,5 bilhões se subdividirão em 2027 entre saneamento básico (R$ 8 bilhões), infraestrutura urbana (R$ 8 bilhões) e saúde (R$ 8,5 bilhões), segundo o Ministério do Trabalho.