As concessões de crédito com garantia de imóvel, conhecidas como home equity, cresceram 30,9% de janeiro a junho deste ano, quando comparadas ao mesmo intervalo de 2025, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O volume alcançou R$ 6,67 bilhões.
A modalidade possibilita que um consumidor utilize um imóvel financiado ou quitado como garantia para a obtenção de empréstimos com juros menores e prazos mais longos para pagamento em relação ao crédito pessoal tradicional. O impulso registrado nos últimos anos se deve, ainda, ao Marco Legal das Garantias, previsto em lei aprovada em 2023, que simplificou os procedimentos para execução de garantias imobiliárias.
O melhor resultado do ano foi alcançado em março, quando o volume chegou a R$ 1,257 bilhão. Junho, por sua vez, foi o segundo melhor mês, com R$ 1,237 bilhão.
Estoque elevado
Os dados consolidados do semestre indicaram que o estoque da carteira de home equity atingiu R$ 34,1 bilhões - avanço de 27% na comparação com os R$ 26,9 bilhões registrados um ano antes.
"O estoque tem crescimento relevante na comparação ano contra ano. É uma linha de crédito de custo mais baixo com diferentes formas de ser aplicado, como consolidação de dívidas ou recursos para atividades emergenciais", afirmou o presidente da Abecip, Michel Cury, ao site Portas.
Em 2026, o valor médio dos empréstimos foi de R$ 267 mil. O prazo médio foi de 13 anos e a relação média entre valor do crédito e imóvel dado em garantia (LTV), 33%.
Registro de Imóveis do Brasil (com informações do
Portas)