Levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) indica que o volume de financiamentos concedidos por meio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) aumentou 29% no primeiro semestre deste ano, quando comparado a igual período de 2025. Ao todo, R$ 79,4 bilhões foram movimentados com a contratação de 349 mil unidades habitacionais.
A maior expansão relativa se deu na faixa 4 do MCMV, criada para atender famílias com renda mensal entre R$ 9,6 mil e R$ 13 mil, embora a base de comparação seja significativamente inferior em relação a outras linhas. Entre esses contratantes, o volume passou de R$ 1 bilhão para R$ 6 bilhões.
Por esse motivo, o principal destaque esteve reservado à faixa 3, que abrange a faixa de renda entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil e imóveis de até R$ 400 mil, especialmente usados, que saíram de R$ 1 bilhão para R$ 10 bilhões, enquanto os novos mantiveram o ritmo de R$ 18 bilhões. Neste caso, o volume de financiamentos saltou quase 50%, de R$ 19 bilhões para R$ 28 bilhões.
Na faixa 1, que alcança renda até R$ 3,2 mil, foi registrada expansão de 16% no período, de R$ 13,8 bilhões para R$ 16 bilhões.
Já a faixa 2, que atende renda familiar entre R$ 3,2 mil e R$ 5 mil e imóveis de até R$ 275 mil, se manteve estagnada na comparação com o primeiro semestre de 2025: o volume de crédito concedido permaneceu em R$ 14,6 bilhões.
Os dados foram levantados pela Abrainc no portal do FGTS, em 20 de julho.
SP é o maior mercado
São Paulo continua a ser o principal mercado do MCMV - de janeiro a junho, o estado respondeu por um terço do total de crédito habitacional concedido, que subiu quase 10% em relação a 2025 e chegou a R$ 26 bilhões. Isoladamente, a capital concentrou mais de R$ 12 bilhões do volume contratado no período, desempenho equivalente à soma de Goiás, Minas Gerais e Paraná.
Goiás, a propósito, ficou com a segunda colocação, embora tenha registrado queda de 4,4% nas contratações. Minas dividiu com o estado do centro-oeste o segundo lugar, mesmo com uma retração de 8,5% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Os dois estados contrataram R$ 4,3 bilhões cada um na primeira metade deste ano.
No Nordeste, a Paraíba contabilizou o maior avanço, de 38%, seguida por Ceará (20%), Pernambuco (19%) e Bahia (13%), percentuais que confirmam o dinamismo do mercado imobiliário na região.
As duas únicas não capitais na lista das dez principais colocações foram Águas Lindas de Goiás e Sorocaba, que ocuparam a oitava e a décima posições, respectivamente.
Registro de Imóveis do Brasil (com informações do
Portas)