O novo modelo de crédito imobiliário adotado no Brasil tem estimulado compradores de imóveis a financiarem a aquisição. De acordo com a pesquisa Moradia do Amanhã, 60% dos entrevistados disseram que o desejo de fazer um financiamento foi despertado pelas novas regras. Para outros 34%, nada mudou, enquanto apenas 7% disseram estar desmotivados.
A consulta realizada pelo DataZAP, Data & AI do Grupo OLX, ouviu 673 usuários dos portais OLX, ZAP e Viva Real entre os dias 19 de agosto e 18 de setembro e foi divulgada na última quarta-feira, 21. Metade dos entrevistados pertencia à classe C e 31%, à classe B.
No recorte por idade, as gerações Z (18 a 30 anos) e Y (31 a 42) foram as que se mostraram mais interessadas no financiamento ? 65% dos consultados afirmaram que a intenção cresceu. Já entre os que somam de 43 a 62 anos (Geração X) e 62 a 80 (Baby Boomer), a vontade alcança 55%.
O que mudou
O novo modelo de crédito imobiliário modificou a forma como os financiadores das operações - ou seja, os bancos - utilizam os recursos das cadernetas de poupança.
Até agora, as instituições precisavam direcionar 65% dos recursos ao crédito, enquanto 15% permaneciam livres e 20% compunham o compulsório do Banco Central. A mudança fez com que todo o montante depositado na poupança se tornasse referência para o repasse ao crédito imobiliário nas modalidades SFH e SFI. Com isso, a dependência da caderneta tende a diminuir e a captação via Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs) deve seguir direção oposta.
Anunciada há um ano, a alteração passará a valer de forma integral a partir de janeiro de 2027.
Em média, o valor de compra buscado é de R$ 238.690,09 - opção marcada em 401 respostas.
Ainda de acordo com a consulta, as taxas de juros do financiamento constituem o principal fator considerado na aquisição, seguido pelas regras de concessão de crédito (66%) e pela taxa básica de juros (64%).
Registro de Imóveis do Brasil (com informações da
Forbes)