Principal impulsionador de vendas de imóveis novos na capital paulista, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) perdeu velocidade em agosto. A Venda Sobre Oferta (VSO), que mede as vendas sobre a oferta disponível, caiu de 13%, em julho, para 11,5%, em agosto, segundo o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP).
O resultado é atribuído ao maior rigor da Caixa Econômica Federal - instituição financeira responsável por aproximadamente dois terços do crédito habitacional concedido no país e por praticamente todos os financiamentos do MCMV - na análise do perfil dos compradores. Em julho, o banco reduziu de 30% para 27% o limite de comprometimento da renda por dez dias. Também contribuiu para o quadro a paralisação realizada pelos servidores, que atrasou a assinatura de contratos e a liberação de crédito.
Oferta e estoque
No período, a oferta superou o volume comercializado: foram cerca de 10 mil unidades vendidas em agosto - 37% a mais do que há um ano - e 17,8 mil lançamentos - alta de 90% na mesma base de comparação. O estoque, por sua vez, alcançou 98 mil imóveis, número 51% maior.
Ao todo, o MCMV respondeu por 77% dos lançamentos e 71% das vendas no mês. A VSO total registrou 9,9%, enquanto o médio e o alto padrão atingiram 7,4%.
Distratos
No terceiro trimestre, quatro das principais incorporadoras dedicadas ao MCMV registraram crescimento no número de distratos. No total, eles somaram R$ 1,1 bilhão, volume 65,5% superior ao apurado em igual intervalo do ano passado - correspondente a 4.127 unidades cujas contratações foram canceladas entre julho e setembro.
O valor foi 63% maior do que o registrado no segundo trimestre, quando os distratos somaram R$ 674,5 milhões, e 65,5% superior ao contabilizado no terceiro trimestre de 2025 (R$ 664,7 milhões).
Registro de Imóveis do Brasil (com informações do
Portas)